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Quem era Penélope, conhecida como ‘Japinha do CV’, morta na mega operação

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Perfil e contexto

Penélope, que ficou conhecida pelos apelidos Japinha do CV e “musa do crime”, era apontada como uma integrante de alto nível da facção Comando Vermelho (CV), atuando nos complexos da Complexo da Penha e da Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

 

Atuação dentro da facção

De acordo com investigações policiais:

Ela era considerada de confiança dos líderes da facção.

Tinha papel estratégico: atuava na proteção de rotas de fuga e na defesa de pontos de venda de drogas dentro das comunidades.

Em redes sociais, ostentava armas, roupa camuflada e postagens que a associavam como “linha de frente” da CV.

O pesquisador Joel Paviotti indicou que ela era uma das seguranças do chefe Edgard Alves Andrade (“Doca da Penha”) ou pelo menos integrante próxima dos escalões de comando local da CV.

Era jovem — estimativa da polícia indica que tinha cerca de 18 ou 19 anos.

Operação e morte

A morte de Japinha aconteceu durante uma megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, realizada em 28 de outubro de 2025, que mobilizou aproximadamente 2.500 agentes das polícias Civil e Militar do Estado do Rio de Janeiro.

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Durante o confronto, Penélope teria resistido à abordagem, trocado tiros com agentes, e foi atingida por um disparo de fuzil no rosto.

Seu corpo foi encontrado próximo a um dos acessos principais da comunidade, vestindo roupa camuflada e colete à prova de balas.

A ação policial ficou marcada como a mais letal da história do estado até então, com número de mortos estimado em 121 pessoas, inclusive quatro policiais.

Significado simbólico

A figura de Japinha evidencia a presença crescente de mulheres em posições operacionais dentro de facções no Rio de Janeiro, em funções que antes eram majoritariamente masculinas — segurança, linha de frente, logística.

O fato de ela ostentar armas e vestimentas táticas nas redes sociais apontava para uma estratégia de visibilidade que mistura crime, “glamour” e intimidação pública.

Sua morte em meio à operação reforça o debate sobre a letalidade das ações policiais em favelas, e sobre o papel das mulheres no tráfico, bem como as condições de violenta escalada nos combates urbanos.

Considerações finais

Penélope — a “Japinha do CV” — deixou de ser apenas um nome de guerra para se tornar símbolo de duas realidades paralelas: a de uma facção cada vez mais estruturada e armada nas periferias do Rio de Janeiro; e a de uma política de segurança pública que responde com ações de extrema letalidade em áreas vulneráveis. Sua destruição operacional (e simbólica) marca um momento crítico no enfrentamento ao crime organizado no estado.

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  • Fonte: redação/IA

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