Primeira declaração da família pede apuração rigorosa e a elucidação do caso que levou à morte de Maria Eduarda aos 21 anos
A família de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, morta após ser lançada sem o equipamento de segurança de uma ponte em Limeira (SP), divulgou uma carta para se manifestar sobre o caso, ocorrido no dia 13 de junho. O texto faz um breve relato da vida de Duda, como era chamada pelas pessoas próximas, cita “muitos sonhos para o futuro” da jovem e cobra justiça. Essa é a primeira declaração oficial da família após a tragédia.
A carta, datada do dia 20 de junho, diz que Maria Eduarda nasceu no dia 25 de dezembro (Natal), “sempre foi um verdadeiro presente para nossa família”, e relata uma jovem alegre com bom humor e energia contagiante. A família revela que Duda estava “em um relacionamento de namoro e planejava se casar em breve, com o desejo de construir sua própria família”.
Ainda no documento, publicado pelo jornal Gazeta de Limeira e compartilhado no perfil da mãe de Maria Eduarda, a família pede apuração de responsabilidade sobre a tragédia “com rigor”, e que “todos os envolvidos sejam devidamente responsabilizados por suas ações e omissões”.
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A morte de Maria Eduarda ganhou repercussão nacional devido à falta de protocolos de segurança dos três instrutores responsáveis, que não perceberam a ausência do equipamento no lançamento de 40 metros de altura.
A jovem pagou R$ 180 pela experiência e desembolsou outros R$ 150 para que o salto fosse filmado com uma câmera 360 graus. O equipamento, que aparecia nas mãos dela antes da queda, ainda não foi localizado pelos investigadores.
Os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Maicon Fernandes Cintra, de 42, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva e respondem por homicídio com dolo eventual. Neste fim de semana, três novos suspeitos foram presos.
De acordo com a investigação, não havia uma empresa formalmente constituída e regulamentada por trás da atividade. Para a delegada, os organizadores operavam de forma autônoma e utilizavam as marcas divulgadas nas redes para promover os saltos.
A defesa dos três investigados sustenta que eles possuem ampla experiência na realização de atividades de aventura e argumenta que esta teria sido a primeira morte registrada em sua trajetória profissional. Em depoimento à polícia, dois deles afirmaram ter sofrido um “apagão” durante os procedimentos de preparação e não souberam explicar em que momento deixaram de prender as cordas.
Maria Eduarda Rodrigues — Foto: Reprodução
A Ponte do Esqueleto, estrutura ferroviária inacabada que hoje pertence à União, acumula histórico recente de acidentes. Em 2024, uma ciclista morreu após cair do viaduto, enquanto outras duas mulheres ficaram gravemente feridas em ocorrências registradas nos meses anteriores. A prefeitura de Limeira e a Secretaria de Patrimônio da União divergem sobre a responsabilidade pela fiscalização e pelo controle de acesso ao local.











