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Chuvas intensas deixam casas debaixo d’água e mais de 100 ficam desalojados em SC

VÍDEO: imagens aéreas mostram cidade de SC alagada após maior acumulado de chuva em um dia

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Mais de 360 residências registraram danos. Chuvas causaram estragos em 25 municípios desde sábado (22).

 

As chuvas intensas que atingem Santa Catarina desde sábado (22) causaram alagamentos e estragos em pelo menos 25 municípios. Até 15h10 desta segunda-feira (24), 361 residências haviam registrado danos e 113 pessoas deixaram as próprias casas e se abrigaram com parentes e amigos, segundo a Defesa Civil (veja a lista de cidades abaixo).

canal de acesso ao Porto de Itajaí chegou a ser fechado às 8h30 desta segunda pela Marinha devido aos ventos intensos. Ele foi reaberto às 16h20, após avaliação da corporação.

Casa ficou embaixo d'água com chuvas intensas em Luiz Alves — Foto: Ivanir Muller e Evanildo Pauli/Arquivo pessoal

Casa ficou embaixo d’água com chuvas intensas em Luiz Alves — Foto: Ivanir Muller e Evanildo Pauli/Arquivo pessoal

Emergência e interdições

Luiz Alves, no Vale do Itajaí, foi uma das cidades mais afetadas, com vários pontos de alagamento (veja vídeo no início da matéria).

A prefeitura suspendeu as aulas da tarde e da noite. O posto de saúde do bairro Canoas também não funcionou durante a tarde. Um abrigo foi aberto para atender moradores, caso seja necessário.

IbiramaPetrolândia e Lontras, no Vale do Itajaí, e Massaranduba, no Norte, decretaram situação de emergência. Já SearaRio das AntasCunha Porã e Fraiburgo, no Oeste; Vitor Meireles, no Vale do Itajaí; Balneário Barra do Sul, no Norte, estudam adotar a mesma medida.

Em Joinville, no Norte, houve pontos de alagamento na manhã desta segunda-feira. Por volta das 7h, ao menos quatro bairros registravam interdições e problemas causados pela água nas vias. Até o início da tarde, a cidade tinha oito pessoas desabrigadas.

Veja abaixo as cidades que tiveram danos em casas e moradores que precisaram sair. Os desabrigados foram levados para abrigos públicos, enquanto os desalojados estão em casas de parentes ou amigos.

 

Estragos com as chuvas em SC

Município Região de SC Desabrigados Desalojados Casas afetadas
Joinville Norte 8 100 200
Ibirama Vale do Itajaí 0 12 51
Apiúna Vale do Itajaí 0 1 16
Fraiburgo Oeste 0 0 3
Lontras Vale do Itajaí 0 0 60
Rio das Antas Oeste 0 0 5
Rio do Sul Vale do Itajaí 0 0 7
São Bento do Sul Norte 0 0 1
São Pedro de Alcântara Grande Florianópolis 0 0 6
União do Oeste Oeste 0 0 12
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Gado isolado pela chuva em Luiz Alves, SC — Foto: Lincoln Pradal/NSC TV

Gado isolado pela chuva em Luiz Alves, SC — Foto: Lincoln Pradal/NSC TV

De acordo com os dados da Defesa Civil, as cidades que tiveram estragos em Santa Catarina foram atingidas ou por granizo, ou por chuvas intensas. Confira abaixo nas listas.

Granizo

 

  1. Agrolândia – Vale do Itajaí
  2. Apiúna – Vale do Itajaí
  3. Barra Bonita – Oeste
  4. Chapecó – Oeste
  5. Cunha Porã – Oeste
  6. Florianópolis – Grande Florianópolis
  7. Fraiburgo – Oeste
  8. Ibirama – Vale do Itajaí
  9. Jardinópolis – Oeste
  10. Lontras – Vale do Itajaí
  11. Major Gercino – Grande Florianópolis
  12. Petrolândia – Vale do Itajaí
  13. Rio das Antas – Oeste
  14. Rio do Sul – Vale do Itajaí
  15. Seara – Oeste
  16. São Bento do Sul – Norte
  17. São Pedro de Alcântara – Grande Florianópolis
  18. Timbó Grande – Oeste
  19. União do Oeste – Oeste
  20. Videira – Oeste
  21. Vitor Meireles – Vale do Itajaí

Chuvas intensas

  1. Balneário Barra do Sul – Norte
  2. Luiz Alves – Vale do Itajaí
  3. São Francisco do Sul – Norte
  4. São João do Itaperiú – Norte

 

Maiores acumulados de chuva

 

Luiz Alves foi a cidade catarinense com maior acúmulo de chuva em 24 horas, das 16h30 de domingo às 16h30 desta segunda. Foram 181,6 milímetros, conforme a Defesa Civil (veja a tabela abaixo).

Para se ter uma ideia, a média histórica de chuva esperada para todo o mês de novembro na região é de 130 milímetros, de acordo com a Epagri/Ciram, órgão que monitora as condições meteorológicas do estado.

Maiores acumulados de chuva em Santa Catarina — Foto: Defesa Civil/Divulgação

Maiores acumulados de chuva em Santa Catarina — Foto: Defesa Civil/Divulgação

Chuva persistente e temporais isolados

 

Mapa da Defesa Civil indica mais riscos de estragos na região Norte de SC — Foto: Defesa Civil/Divulgação

Mapa da Defesa Civil indica mais riscos de estragos na região Norte de SC — Foto: Defesa Civil/Divulgação

Ainda há risco de chuva persistente e volumosa e temporais isolados até a noite desta segunda, de acordo com a Defesa Civil.

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maior chance de estragos é na região Norte do estado. Um ciclone extratropical já está em desenvolvimento entre o litoral do Paraná e Sudeste do Brasil.

A tendência é de permanência da chuva intensa no Litoral Norte e Vale do Itajaí até a metade da tarde, quando a chuva começa a perder força gradativamente. Em relação aos estragos, o risco é para alagamentos e enxurradas, além de deslizamentos.

Nas demais regiões do estado, a chuva ocorre na forma de pancadas isoladas acompanhada por temporais, principalmente à tarde. O risco é para destelhamentos, danos na rede elétrica, queda de galhos e árvores e alagamentos.

Em caso de emergência, ligue para 193, para os bombeiros, ou 199, para a própria Defesa Civil. O órgão recomenda:

  • jamais atravesse ruas alagadas ou pontes e pontilhões submersos;
  • não dirija em locais alagados;
  • em alagamentos, evite contato com a água;
  • durante os ventos mais fortes, busque um local abrigado;
  • o local abrigado deve ser longe de janelas, árvores, placas, postes de energia e objetos que possam ser arremessados.

 

Sul afetado

 

Além de Santa Catarina, o Rio Grande do Sul e o Paraná também são afetados pelo mau tempo. Pedras de granizo do tamanho de ovos de galinha atingiram Guarapuava, na região central do Paraná, durante um temporal registrado na tarde de domingo (23). A chuva causou estragos em diversas casas e mobilizou equipes da Defesa Civil.

temporal com granizo que atingiu Erechim, na Região Norte do RS, no domingo, deixou mais de 150 pessoas feridas e afetou mais de 25 mil moradores. A cidade decretou situação de emergência.

Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a tempestade foi influenciada por uma frente fria no oceano, que favoreceu a formação de um fenômeno chamado “cavado meteorológico”, uma área de baixa pressão que contribui para a formação de nuvens de tempestade.

A frente fria não avançou sobre o Paraná, mas influenciou as condições do tempo na região.

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