A safra de soja 2026 em Mato Grosso deve registrar um crescimento de 1,6% na área plantada, segundo projeções do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA). Apesar do avanço na área cultivada, a produtividade média tende a recuar cerca de 8%, refletindo desafios climáticos e custos elevados de produção.
De acordo com o IMEA, a expansão da área ocorre mesmo em um cenário de margens mais apertadas para o produtor, impulsionada principalmente pela manutenção da soja como principal cultura do estado e pela busca de diluição de custos fixos. No entanto, fatores como irregularidade das chuvas, atrasos no plantio e possíveis impactos de eventos climáticos adversos pesam negativamente sobre o rendimento das lavouras.
A queda na produtividade acende um sinal de alerta para o setor, já que o desempenho final da safra dependerá diretamente das condições climáticas ao longo do ciclo e do manejo adotado nas propriedades. Além disso, o aumento nos custos com insumos, crédito mais restrito e preços mais voláteis no mercado internacional exigem maior cautela do produtor rural.
Mesmo com a perspectiva de menor rendimento por hectare, a produção total de soja pode se manter em patamar elevado devido à ampliação da área cultivada. O IMEA ressalta que as projeções ainda podem sofrer ajustes ao longo da temporada, conforme a evolução do clima e do mercado.
A soja segue como pilar da economia agrícola de Mato Grosso e do Brasil, e os números da safra 2026 reforçam a necessidade de planejamento, gestão de riscos e investimentos em tecnologia para enfrentar um cenário cada vez mais desafiador no campo.











