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Cientistas despejam milhares de litros de soda cáustica no mar em teste inédito sobre o combate prático à acidez dos oceanos

O teste buscou coletar dados práticos sobre o comportamento de substâncias alcalinas em mar aberto / Imagem gerada por IA

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Experimento inédito com tinta rosa monitora a capacidade do oceano de absorver dióxido de carbono sem prejudicar a fauna marinha

 

Pesquisadores da renomada Instituição Oceanográfica de Woods Hole realizaram um teste inédito para avaliar novas formas de combate ao aquecimento global e à acidificação dos mares. Durante a ação, os cientistas liberaram cerca de 62 mil litros de hidróxido de sódio diluído nas águas do Golfo do Maine, nos Estados Unidos.

A operação contou com autorização do governo federal norte-americano e tingiu uma grande área do mar de rosa brilhante para permitir o rastreamento do produto.

O objetivo do projeto consiste em analisar se o aumento da alcalinidade da água permite que o mar absorva volumes maiores de dióxido de carbono da atmosfera sem causar danos ao ecossistema local.

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Realizado no segundo semestre do ano passado, o teste buscou coletar dados práticos sobre o comportamento de substâncias alcalinas em mar aberto. O experimento superou as limitações dos testes realizados em laboratórios ou simulações de computador.

Como funciona a técnica que deixou a água rosa

O oceano atua como um regulador térmico natural. Com isso, ele é responsável por absorver entre 25% e 30% das emissões de carbono geradas pelas atividades humanas a cada ano.

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A adição de hidróxido de sódio de alta pureza altera a química da água e transforma o carbono dissolvido em bicarbonato, uma substância estável e já abundante nos oceanos.

Essa reação permite que a superfície marinha capture mais gás carbônico, neutralizando a acidez que prejudica o desenvolvimento de corais e moluscos.

Para acompanhar o deslocamento do produto, a equipe adicionou um corante especial chamado rodamina à mistura.

A coloração rosa facilitou o monitoramento da mancha por meio de satélites, drones e veículos subaquáticos ao longo de cinco dias de observação.

Sensores instalados na região mediram variações de pH, temperatura e salinidade, confirmando que a substância se dissipou exatamente como previam os modelos matemáticos.

Impacto na fauna marinha e desafios para o futuro

Os resultados preliminares divulgados pela equipe indicam que a intervenção não provocou impactos negativos na vida marinha local.

Análises comparativas não registraram alterações na saúde de bactérias, organismos do plâncton ou larvas de lagosta expostos ao produto.

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Além disso, os níveis de pH do mar retornaram à faixa normal dentro do prazo previsto pelos pesquisadores, demonstrando um controle preciso sobre a área afetada.

Contudo, a ampliação dessa tecnologia para uma escala capaz de impactar o clima global ainda enfrenta desafios expressivos.

A aplicação do método em larga escala exigiria volumes gigantescos de materiais e monitoramento contínuo para proteger as comunidades pesqueiras locais.

Sendo assim, os especialistas consideram o teste no Maine apenas um ponto de partida para verificar se a remoção marinha de carbono pode atuar como aliada na redução das emissões globais.

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