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Geraldo Alckmin é oficializado pelo PSB como candidato à vice-presidência na chapa de Lula à reeleição

Lula e Alckmin em cerimônia — Foto: Ricardo Stuckert/PR

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PSB realizou nesta quarta-feira (29), em Brasília, convenção nacional para o lançamento da candidatura do vice. Lula, que deve ser oficializado no domingo (2), marcou presença.

 

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) oficializou nesta quarta-feira (29), em Brasília, a candidatura de Geraldo Alckmin ao cargo de vice-presidente da República. Ele vai integrar a chapa do pré-candidato à reeleição, presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ainda terá a candidatura oficializada pelo PT.

A confirmação aconteceu durante a convenção nacional da sigla com a presença de presidentes de partidos aliados, parlamentares e líderes nacionais do PSB. Lula também esteve no evento.

Durante a convenção, os integrantes do partido também aprovaram a coligação política com o PT, PCdoB, PV, PDT, PSol e Rede.

Após ser oficializado como candidato a vice de Lula, Alckmin fez críticas ao governo anterior e disse que “não é possível falar em liberdade querendo derrubar a democracia”.

Não é possível falar em liberdade querendo derrubar a democracia. A democracia é a guardiã da liberdade. Não é possível falar em liberdade, como no segundo turno da última eleição, utilizando o aparato do Estado para impedir as pessoas de votarem legitimamente e tentando impedir a eleição, propondo a derrubada de um governo eleito. Aliás, quem não acredita na democracia não devia nem disputar a eleição, não devia pedir voto. Se não acredita no povo, que deve ser o protagonista de todas as eleições, não deveria disputar eleição“.

 

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Lula e Alckmin em cerimônia — Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula e Alckmin em cerimônia — Foto: Ricardo Stuckert/PR

A expectativa é que o presidente Lula seja oficializado como candidato no domingo (2) na convenção nacional do Partido dos Trabalhadores, em São Paulo. Com a decisão de manter Alckmin como vice, os partidos repetem a composição que venceu as eleições de 2022.

Geraldo Alckmin consolidou sua posição no governo e manteve uma relação de proximidade com Lula, apesar do antigo histórico de disputa em eleições presidenciais, quando o paulista era do PSDB.

Além da vice-presidência, Alckmin também chefiou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, fazendo a ponte entre o atual governo e o setor do empresariado.

🔎 Os partidos têm até 5 de agosto para realizar as convenções partidárias, nas quais oficializam candidatos e coligações para as eleições. As siglas têm até 15 de agosto para registrar, na Justiça Eleitoral, os candidatos escolhidos para a disputa. A propaganda eleitoral começa em 16 de agosto.

Além do PSB e do PDT, siglas como PCdoB, PV e PSOL sinalizaram apoio à candidatura de Lula à reeleição.

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A expectativa é que outros partidos utilizem o prazo final para formalizar apoio, à medida que as convenções avancem e o cenário eleitoral se consolide.

Partidos que devem compor a chapa Lula-Alckmin

 

➡️ PDT: oficializou apoio à candidatura de Lula em 20 de julho. Foi o primeiro partido a formalizar aliança com o petista para as eleições de 2026.

Segundo a legenda, a decisão foi motivada pela defesa da pauta trabalhista e pela necessidade de mobilizar forças políticas contra a extrema direita.

➡️ PSB: mantém a composição vencedora das eleições de 2022 e reforça a aliança entre PT e PSB para a disputa presidencial de 2026.

➡️ Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB): criada em 2022, reúne os três partidos que integram a base histórica do governo. Como fazem parte da mesma federação, as legendas atuam de forma conjunta nas eleições e no Congresso Nacional.

➡️ Federação PSOL/Rede (PSOL e Rede): reúne os dois partidos que apoiam a reeleição de Lula em 2026.

O PSOL é um dos aliados históricos do petista. Já a Rede Sustentabilidade tem entre suas principais lideranças a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que integra o governo Lula.

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