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Abelhas ‘assassinas’: Porque a espécie atacam pessoas até a morte e, é considerada tão perigosa

Abelhas africanizadas atacam em grande número. — Foto: Reprodução/GCM Ambiental

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Biólogo explica as características das abelhas africanizadas, conhecidas como “abelhas assassinas”

 

O biólogo Eric Comin explicou que a agressividade está relacionada ao sistema de defesa das abelhas africanizadas. Elas conseguem detectar vibrações e ruídos, como os provocados por cortadores de grama, a mais de 30 metros de distância do ninho.

São consideradas ‘assassinas’ não pela toxicidade do veneno, mas porque atacam em grande número, reagem às vibrações à distâncias maiores e perseguem os alvos por longas distâncias“, explicou.

 

As abelhas africanizadas foram criadas a partir do cruzamento entre as abelhas africanas e europeias — Foto: Getty Images

As abelhas africanizadas foram criadas a partir do cruzamento entre as abelhas africanas e europeias — Foto: Getty Images

Segundo Comin, as abelhas podem perseguir uma pessoa por até 400 metros e o enxame permanece agitado por horas após o distúrbio.

O especialista acrescentou que o veneno de uma abelha africanizada tem a mesma toxicidade que o de uma abelha europeia. O perigo, porém, está na resposta coletiva do enxame. Ao picar, uma abelha libera um feromônio de alarme que recruta imediatamente centenas ou até milhares de indivíduos para o ataque.

Enquanto abelhas europeias reagem a uma ameaça com dezenas de indivíduos, as africanizadas atacam em centenas ou milhares. Ao picar, a abelha libera um feromônio de alarme que recruta o restante da colmeia de forma imediata.

 

Como surgiu a espécie

 

As abelhas africanizadas surgiram no Brasil na década de 1950, após um cruzamento acidental entre abelhas africanas e europeias.

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À época, o geneticista Warwick Estevam Kerr importou rainhas da subespécie Apis mellifera scutellata, originária da África, para pesquisas voltadas ao aumento da produção de mel.

Algumas rainhas escaparam de um apiário em Rio Claro, no interior de São Paulo, e cruzaram com as abelhas europeias já existentes no país. O cruzamento deu origem ao híbrido que se espalhou rapidamente pelo Brasil e por outros países das Américas.

Relembre o ataque

 

O Corpo de Bombeiros informou, em nota, que as equipes foram acionadas por volta das 9h20 de sábado (27) para atender a ocorrência. Os bombeiros prestaram os primeiros socorros ainda no local após o homem sofrer múltiplas ferroadas.

A vítima foi encaminhada inconsciente ao pronto-socorro de Vicente de Carvalho, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Um vídeo gravado por uma testemunha mostra o momento em que o homem é colocado na maca da ambulância de resgate para ser levado ao hospital (assista a seguir).

Em nota, a Prefeitura de Guarujá informou que não havia recebido nenhum pedido anterior para remoção de uma colmeia no local onde ocorreu o ataque.

De acordo com a administração municipal, o enxame estava instalado em um ponto de difícil acesso, entre vegetação e resíduos, com indícios de existir havia alguns anos. Após a captura, a colmeia foi remanejada para uma área distante da mata, na região do Morro da Barra.

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O que fazer em caso de ataque?

 

Bombeiros resgatam homem inconsciente após ser atacado por enxame de abelhas — Foto: g1

Bombeiros resgatam homem inconsciente após ser atacado por enxame de abelhas — Foto: g1

Segundo o especialista, quem encontrar um enxame de abelhas deve manter distância e nunca tentar remover a colmeia por conta própria. Em caso de ataque, a recomendação é agir rapidamente para reduzir o risco de novas picadas e da ação do veneno.

As principais orientações são:

  • Corra em linha reta e o mais rápido possível para se afastar do enxame;
  • Proteja o rosto e a cabeça com as mãos ou com uma peça de roupa enquanto foge;
  • Procure um local fechado, como uma casa, carro ou outro ambiente onde as abelhas não consigam entrar;
  • Não entre na água. As abelhas costumam permanecer sobrevoando o local e podem continuar o ataque quando a vítima voltar à superfície para respirar;
  • Retire os ferrões imediatamente, pois eles continuam injetando veneno na pele mesmo depois que a abelha se afasta;
  • Raspe os ferrões com uma lâmina, cartão rígido ou até mesmo a unha. Não utilize pinças nem aperte os ferrões com os dedos, pois isso pode liberar ainda mais veneno;
  • Aplique compressas frias ou gelo envolvido em um pano para aliviar a dor e reduzir o inchaço;
  • Procure atendimento médico imediatamente, principalmente em casos de múltiplas picadas, dificuldade para respirar, inchaço intenso ou sinais de reação alérgica.

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