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COPA DO MUNDO

Mãe de três, cientista e lésbica: quem são as árbitras da Copa do Mundo 2026 fora dos campos

As árbitras da Copa do Mundo 2026 fora dos campos — Foto: @iamjosh.jpg1/Reprodução/Instagram

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Profissionais estão fazendo história atuando no Mundial

 

Enquanto milhões de torcedores acompanham cada decisão dentro de campo, algumas das mulheres que fazem história na arbitragem da Copa do Mundo de 2026 também desempenham papéis bem longe dos gramados. Mães, esposas e profissionais de outras áreas, elas dividem a rotina entre viagens internacionais, treinamentos exaustivos e a vida em família.

A escalação das seis árbitras para estar competição chamou atenção e foi comemorada por torcedoras de todo mundo. A presença reforça a presença feminina em uma função que, historicamente, sempre foi ocupada por homens. Conheça as seis árbitras escaladas para o Mundial:

Tori Penso

 

Enquanto faz história na Copa do Mundo como uma das poucas mulheres a apitar partidas do torneio masculino, Tori Penso é mãe de três meninas. Casada com o também árbitro Chris Penso, a americana trocou uma carreira consolidada no marketing pelo apito e transformou a paixão pelo futebol em profissão. Hoje, leva consigo uma foto da família antes dos jogos e inspira até a filha mais nova, que sonha seguir seus passos na arbitragem.

A árbitra Tori Penso com as filhas — Foto: Reprodução/Instagram
A árbitra Tori Penso com as filhas — Foto: Reprodução/Instagram

Nas redes sociais, ela exalta o poder de escolha e o desejo que as filhas e outras meninas tenham a chance de sonhar seguir a carreira que decidir. A profissional compartilhou um texto emocionado mostrando a despedida das filhas antes de embarcar para a Copa do Mundo.

“Um brinde a essas meninas, que são o meu por quê. É hora de mostrar a elas e ao mundo o que é possível quando você sonha GRANDE. Quando você almeja o topo, você se desafia a se tornar a sua melhor versão. Não aceite a imitação limitada dos outros como se fosse sua e continue sonhando com um mundo melhor. Quando você ascende, você desafia os outros a ascenderem com você. Uma maré alta levanta todos os barcos”, escreveu.

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A árbitra Tori Penso com as filhas — Foto: Reprodução/Instagram
A árbitra Tori Penso com as filhas — Foto: Reprodução/Instagram

O marido também é um grande fã e incentivador. Ele costuma estar no estádio acompanhando as partidas que a mulher apita. “A alegria está em cada jornada com meu melhor amigo ao meu lado. Obrigado, Chris, pelo seu apoio inabalável dentro e fora de campo. Com você, tudo é possível!”.

A árbitra Tori Penso com o marido, o também árbitro Chris Penso — Foto: Reprodução/Instagram
A árbitra Tori Penso com o marido, o também árbitro Chris Penso — Foto: Reprodução/Instagram

Kátia Itzel García

 

Diferentemente de outras árbitras da Copa que costumam dividir a rotina entre os gramados e a maternidade, Kátia Itzel García mantém a vida pessoal longe dos holofotes. A mexicana de 33 anos prefere ser conhecida por outra paixão: o futebol.

Formada em Ciências Políticas, ela sonhava em ser jogadora profissional, mas encontrou na arbitragem um caminho para estar dentro de campo. Hoje, após enfrentar preconceitos e barreiras em um ambiente majoritariamente masculino, tornou-se a primeira árbitra mexicana a apitar uma partida de Copa do Mundo masculina.

A árbitra Kátia Itzel García é formada em Ciência Política — Foto: @iamjosh.jpg1/reprodução/instagram
A árbitra Kátia Itzel García é formada em Ciência Política — Foto: @iamjosh.jpg1/reprodução/instagram
A árbitra Kátia Itzel García — Foto: Jose Luis Escobar/Reprodução/Instagram
A árbitra Kátia Itzel García — Foto: Jose Luis Escobar/Reprodução/Instagram

Kátia também luta contra o machismo na profissão e afasta qualquer rumor de rivalidade feminina com outras mulheres na mesma posição. Ela enfrentou ataques misóginos nos últimos anos, especialmente após decisões em partidas da Liga MX. Katía compartilhou fotos com a colega Tori Penso em passagem pelo Rio de Janeiro na preparação para o Mundial.

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“O mundo queria nos ver competir, mas decidimos que é melhor admirar, cooperar, apoiar e aproveitar cada passo do caminho — porque se uma de nós vence, todas vencemos!”, escreveu no Instagram.

As árbitras Kátia Itzel e Tori Penso — Foto: Reprodução/Instagram
As árbitras Kátia Itzel e Tori Penso — Foto: Reprodução/Instagram

Tatiana Guzmán

 

Filha de uma família simples de Manágua, Tatiana Guzmán trocou o sonho de ser jogadora profissional para se tornar árbitra. Ela teve uma infância muito ligada ao esporte, jogando futebol nas ruas, beisebol, judô e vôlei faziam parte de sua rotina.

A mãe, Claudia Alguera, insistia para que os estudos viessem em primeiro lugar, enquanto o pai, Guillermo Guzmán, apoiava a filha nas práticas esportivas. A família a apoiou quando ela decidiu investir na arbitragem, mesmo sem saber se realmente poderia viver da profissão.

A árbitra Tatiana Guzmán — Foto: @fifa/Reprodução/Instagram
A árbitra Tatiana Guzmán — Foto: @fifa/Reprodução/Instagram

Formada em Qualidade Ambiental e ex-servidora pública, a nicaraguense passou dos campos de bairro ao centro tecnológico da arbitragem internacional. Discreta fora dos holofotes, ela se tornou a primeira mulher de seu país a alcançar uma Copa do Mundo e hoje é considerada uma das principais especialistas em VAR da Concacaf.

A árbitra Tatiana Guzmán — Foto: @fifa/Reprodução/Instagram
A árbitra Tatiana Guzmán — Foto: @fifa/Reprodução/Instagram

Kathryn Nesbitt

 

Kathryn Nesbitt vem de uma trajetória pouco comum no futebol de elite: antes de se tornar uma das principais árbitras assistentes do mundo, construiu carreira na ciência. Isso mesmo. Ela foi professora de química antes de ingressar no futebol profissional.

Nascida nos Estados Unidos, ela é doutora em química e chegou a atuar como professora universitária e pesquisadora, dividindo a rotina entre laboratórios e salas de aula. Foi ainda nessa fase que começou a apitar jogos como uma atividade paralela, inicialmente vista como um trabalho de fim de semana e, mais tarde, se tornou sua profissão.

A árbitra Katy Nesbitt quando era professora de química — Foto: @fifa/Reprodução/Instagram
A árbitra Katy Nesbitt quando era professora de química — Foto: @fifa/Reprodução/Instagram

Discreta fora dos campos e com um perfil no Instagram fechado, Kathryn mantém a vida pessoal longe dos holofotes e raramente fala sobre família ou relacionamentos, mas costuma destacar a disciplina e o método herdados da ciência como parte fundamental da forma como conduz decisões sob pressão dentro de campo.

A árbitra Katy Nesbitt — Foto: @Concacaf/reprodução/X
A árbitra Katy Nesbitt — Foto: @Concacaf/reprodução/X

Brooke Mayo

 

Brooke Mayo é norte-americana e começou cedo no futebol. Ela jogava desde a infância e, ainda adolescente, passou a atuar como árbitra aos 13 anos. Apesar de amar o esporte, ela não deixou de lado sua formação acadêmica. A árbitra se formou em Ciência da Atividade Física pela Tennessee Tech University, onde também foi atleta universitária.

Na vida pessoal, Brooke também se destaca por ser uma das primeiras árbitras abertamente lésbicas a atuar em uma Copa do Mundo masculina, o que passou a tornar público recentemente. Ela já falou em entrevistas sobre os desafios de crescer em um ambiente onde precisou lidar com questões de segurança e aceitação antes de se sentir confortável para viver sua identidade de forma mais aberta.

A árbitra Brooke Mayo — Foto: Reprodução/Instagram
A árbitra Brooke Mayo — Foto: Reprodução/Instagram

Ela é casada com Falon e as duas moram no Colorado, região oeste dos Estados Unidos. Ela escreveu em um blog do Mês do Orgulho para o site da Associação Nacional de Oficiais de Futebol Intercolegial (NISOA) sobre a mudança de estado devido a preocupações com a segurança de sua família.

A árbitra Brooke Mayo e a mulher, Falon — Foto: Reprodução/Instagram
A árbitra Brooke Mayo e a mulher, Falon — Foto: Reprodução/Instagram
A árbitra Brooke Mayo e a mulher, Falon — Foto: Reprodução/Instagram
A árbitra Brooke Mayo e a mulher, Falon — Foto: Reprodução/Instagram

Sandra Ramírez

 

Sandra Ramírez (ou Sandra Elizabeth Ramírez Alemán) é uma árbitra assistente mexicana e uma das figuras mais experientes da arbitragem feminina latino-americana.

Antes de se dedicar integralmente à arbitragem, ela se formou como cirurgiã-dentista e chegou a exercer a profissão, conciliando o trabalho na área da saúde com os primeiros passos no futebol. Discreta, ela leva uma vida completamente fora dos holofotes.

Nas redes sociais, ela publica poucos registros sobre sua vida fora dos campos, mas mostrou uma surpresa que recebeu de colegas no dia de seu aniversário, 26 de maio. A árbitra também mostrou a fetsinha de despedida antes da Copa do Mundo

“Despedida da Copa do Mundo com minhas amigas. Obrigada minhas Leoas Negras, amo muito vocês. Orgulhosa dessas supermulheres”, escreveu.

A árbitra Sandra Ramírez — Foto: Elizabeth Casillas/Reprodução/Instagram
A árbitra Sandra Ramírez — Foto: Elizabeth Casillas/Reprodução/Instagram
A árbitra Sandra Ramírez com amigos em despedida para a Copa do Mundo — Foto: Reprodução/Instagram
A árbitra Sandra Ramírez com amigos em despedida para a Copa do Mundo — Foto: Reprodução/Instagram

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