Alta de 4,3% em maio foi impulsionada principalmente pelo aumento nos preços do tomate e da batata; cidade tem uma das cestas básicas mais caras do país
O custo da cesta básica voltou a subir em Sinop e atingiu R$ 927,54 no mês de maio, conforme levantamento realizado pelo Centro de Informações Socioeconômicas da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). O valor representa um aumento de 4,30% em relação ao mês anterior, quando os produtos essenciais custavam, em média, R$ 889,32.
De acordo com o estudo, os principais responsáveis pela elevação dos preços foram o tomate e a batata. O tomate registrou aumento de 14,63% no período, enquanto a batata apresentou a maior variação entre todos os itens pesquisados, com alta expressiva de 48,35%. Por outro lado, alguns produtos tiveram redução nos preços, como o açúcar, que apresentou queda de 3,14%.
O levantamento também mostra uma tendência contínua de aumento no custo de vida ao longo de 2026. Em janeiro, a cesta básica em Sinop custava R$ 847,56. Em fevereiro, o valor passou para R$ 848,64, chegando a R$ 869,57 em março, R$ 889,32 em abril e alcançando os atuais R$ 927,54 em maio.
A alta não foi registrada apenas em Sinop. Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontam que diversas capitais brasileiras também tiveram aumentos significativos no período. As maiores variações foram observadas em Cuiabá (5,1%), São Paulo (5%), Goiânia (4,9%), Brasília (4,4%) e Campo Grande (1,7%).
Na comparação nacional, Sinop aparece entre as cidades com as cestas básicas mais caras do Brasil. O valor de R$ 927,54 registrado em maio ficou acima dos custos observados em Brasília (R$ 802,09), Goiânia (R$ 825,71), Campo Grande (R$ 841,19) e até mesmo ligeiramente superior ao de Cuiabá, onde a cesta básica atingiu R$ 925,49. Apenas a cidade de São Paulo apresentou valor mais elevado, chegando a R$ 952,20.
O cenário reforça a preocupação das famílias com o aumento constante dos preços dos alimentos e o impacto direto no orçamento doméstico, especialmente em um momento em que itens básicos de consumo continuam acumulando reajustes sucessivos ao longo do ano.











