Investigação iniciada após apreensão de 1 kg de cocaína em Cláudia revelou rota de mais de 700 quilômetros entre a fronteira com a Bolívia e a região de Sinop; Justiça determinou bloqueio superior a R$ 3,2 milhões
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Uma grande operação coordenada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop, com apoio do GCCO de Cuiabá, desarticulou um esquema milionário de tráfico de drogas com atuação em diversas regiões de Mato Grosso. A ofensiva resultou, até o momento, na prisão de três criminosos — sendo um por mandado preventivo e dois em flagrante — além da apreensão de mais de 25 tabletes de pasta base de cocaína e dinheiro em espécie.
Ao todo, o Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias (Polo Sinop) expediu 23 ordens judiciais, cumpridas simultaneamente nos municípios de Sinop, Cláudia, Cuiabá e Várzea Grande.
As investigações começaram em outubro de 2025, após a prisão de dois suspeitos transportando apenas um quilo de pasta base em Cláudia. O que parecia um flagrante isolado acabou revelando uma sofisticada estrutura criminosa ligada ao transporte de grandes carregamentos de drogas.
Segundo a Draco, a facção atuava no deslocamento frequente de centenas de quilos de entorpecentes entre Pontes e Lacerda, região de fronteira com a Bolívia, até a região Norte do estado, especialmente Sinop, percorrendo uma rota de mais de 700 quilômetros.
O grupo já vinha sendo monitorado pelas forças de segurança. Em março deste ano, durante a Operação Aurora Pantaneira, a polícia interceptou 525 quilos de cocaína e pasta base que eram transportados pela mesma quadrilha investigada.
De acordo com o delegado Eugênio Rudy Junior, responsável pelo caso, o trabalho investigativo conseguiu identificar a estrutura financeira da organização criminosa, que utilizava familiares e empresas de fachada para ocultar patrimônio e lavar dinheiro oriundo do tráfico.
A Justiça determinou o bloqueio bancário de R$ 1,2 milhão contra 11 investigados, sendo nove pessoas físicas — entre parentes e laranjas — e duas empresas sediadas na região metropolitana de Cuiabá, uma do ramo de metalurgia e outra de segurança eletrônica.
Além do bloqueio financeiro, o prejuízo patrimonial imposto ao grupo criminoso ultrapassa R$ 3,2 milhões. A decisão judicial inclui ainda o sequestro de três veículos e cinco imóveis de alto padrão, entre casas, apartamentos e terrenos localizados em Cuiabá e Várzea Grande, avaliados em mais de R$ 2 milhões.











