Técnico não resiste à derrota para o Juventude, em Caxias do Sul; turbulência que toma conta do clube fora de campo atinge também agora o elenco com a queda precoce na Copa do Brasil
Tem sido difícil para o torcedor do São Paulo viver em paz.
Com o clube mergulhado em diversas crises administrativas, agora os problemas se estendem ao campo com a eliminação precoce na Copa do Brasil, que resultou na demissão do técnico Roger Machado depois da derrota para o Juventude.
Ao desperdiçar inúmeras chances no jogo de ida, no Morumbis, quando saiu vaiado mesmo com a vitória por 1 a 0, o São Paulo deu ao Juventude a oportunidade de virar em Caxias do Sul. E ajudou mais ainda quando Ferreira foi expulso com apenas 30 segundos em campo.
O atacante entrou no fim do primeiro tempo no lugar de Luciano, lesionado, e nem tocou na bola antes de levar cartão vermelho por falta em Rodrigo Sam.
Roger Machado sentiu a pressão e no intervalo tirou um meia de criação (Cauly) para colocar um terceiro zagueiro (Osorio). Sem saída ofensiva, o time voltou a cometer o mesmo erro de recuar e chamar o adversário.
Com um jogador a mais e empurrado pela torcida, o Juventude pressionou e marcou dois gols em bolas pelo alto, sempre explorando as costas do lateral-esquerdo Enzo Díaz.
No desespero, Roger aumentou a força ofensiva, o São Paulo chegou a diminuir a diferença para 2 a 1 com Tapia, mas sofreu o terceiro gol nos acréscimos, no momento em que levar a decisão para os pênaltis já seria lucro.
A era Roger termina da mesma forma como havia começado: com pressão gigantesca.
Antes da chegada do treinador, o Tricolor vivia talvez o momento de maior paz no último semestre. A equipe era vice-líder do Brasileirão com Hernán Crespo, demitido do dia para noite. Hoje, está em quarto, com uma vitória nos últimos cinco jogos da competição.
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Roger Machado antes de Juventude x São Paulo — Foto: Bruno Giufrida
Fora de campo, também havia um princípio de calmaria, com diversos aliados do ex-presidente Julio Casares deixando o clube após escândalos.
Desde então, porém, enquanto o time patina e irrita o torcedor, os bastidores também pegam fogo com uma guerra declarada entre presidentes do clube e do Conselho Deliberativo. Disputa que continua enquanto o São Paulo busca seu novo treinador.










