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JUSTIÇA

Justiça condena réu a mais de 20 anos por assassinato de caseiro em Feliz Natal (MT)

Imagem Divulgação

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O Tribunal do Júri de Feliz Natal condenou Elias Vasconcelos de Araújo a 20 anos e 2 meses de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e corrupção de menor. A sentença é referente ao assassinato do caseiro João Coelho Milhomem, ocorrido em 2023, em um contexto marcado por disputa de terras na região. A decisão foi proferida nesta quarta-feira, e o réu deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado.

De acordo com o Conselho de Sentença, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, motivo fútil e o uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O crime aconteceu no dia 16 de janeiro de 2023, na MT-130, conhecida como Estrada Cruzeirinho.

Conforme a denúncia do Ministério Público, Elias agiu de forma premeditada e contou com a participação de um adolescente. Armado com uma espingarda calibre 20, ele surpreendeu a vítima e efetuou dois disparos. João Coelho Milhomem morreu ainda no local, após ser atingido na região lombar, sendo um dos tiros fatal ao alcançar o coração.

As investigações apontaram que o homicídio foi motivado por conflitos relacionados à posse de terras. A vítima trabalhava como caseiro em uma propriedade rural que vinha sendo alvo de invasões. Testemunhas relataram que João já havia registrado boletim de ocorrência meses antes do crime, denunciando ameaças feitas pelo réu, inclusive com menção ao uso de arma de fogo.

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No dia do assassinato, segundo a acusação, o adolescente conduzia um veículo Fiat Uno branco, enquanto Elias seguia armado. Após localizar a vítima na rodovia, o réu realizou os disparos de forma repentina, impedindo qualquer possibilidade de defesa.

Após o crime, a arma utilizada foi descartada em um rio próximo ao local. Imagens de câmeras de segurança de uma propriedade rural auxiliaram na elucidação do caso, ao mostrar a movimentação da vítima em sua motocicleta e, logo em seguida, o veículo utilizado pelos autores.

Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou a condenação conforme a denúncia. A promotora de Justiça Maisa Fidelis Gonçalves Pyrâmides destacou a gravidade do crime, o histórico de ameaças e a participação consciente do réu na execução. A defesa apresentou versão contrária, mas foi rejeitada pelos jurados.

O júri foi acompanhado por familiares da vítima, incluindo a viúva e a filha, que se emocionaram ao longo de toda a sessão.

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