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Ataque dos EUA deixou 100 mortos, incluindo civis, diz ministro do Interior da Venezuela

Imagem do incêndio em Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, após uma série de explosões em Caracas em 3 de janeiro de 2026. — Foto: LUIS JAIMES/AFP

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Ainda segundo Cabello, durante o ataque, a primeira dama, Cilia Flores sofreu um ferimento na cabeça e Nicolás Maduro sofreu uma lesão na perna.

 

O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, afirmou que o ataque realizado pelos Estados Unidos no país no último sábado (3), deixou 100 mortos, incluindo civis.

Caracas não havia divulgado anteriormente um número de mortos, mas o Exército publicou uma lista com 23 nomes de militares mortos.

Autoridades venezuelanas disseram que grande parte do contingente de segurança de Maduro foi morta “a sangue frio”. Cuba afirmou que 32 integrantes de suas Forças Armadas e de seus serviços de inteligência na Venezuela foram mortos.

Ainda segundo Cabello, durante o ataque, a primeira dama, Cilia Flores sofreu um ferimento na cabeça e Nicolás Maduro sofreu uma lesão na perna.

A ação do governo de Donald Trump resultou na captura do presidente Nicolás Maduro.

A ofensiva sucedeu meses de especulações e operações marítimas perto da costa da Venezuela. A ação atingiu diversos pontos de Caracas, a capital do país. Maduro e a esposa foram levados a Nova York em um navio de guerra dos Estados Unidos.

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A pressão se intensificou em agosto, quando o governo Trump elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão do líder venezuelano. À época, os Estados Unidos reforçaram a presença militar no Mar do Caribe. Inicialmente, a Casa Branca afirmou que a mobilização tinha como objetivo combater o narcotráfico internacional. Com o tempo, autoridades passaram a dizer, sob anonimato, que o objetivo final seria derrubar Maduro.

Entenda a operação

 

Imagem do incêndio em Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, após uma série de explosões em Caracas em 3 de janeiro de 2026. — Foto: LUIS JAIMES/AFP

Imagem do incêndio em Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, após uma série de explosões em Caracas em 3 de janeiro de 2026. — Foto: LUIS JAIMES/AFP

Na madrugada deste sábado, o presidente Donald Trump anunciou em sua plataforma Truth Social que os Estados Unidos haviam realizado uma missão para capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa.

A ação surpreendeu muitos, mas, segundo fontes familiarizadas com o assunto, o planejamento da operação vinha sendo feito há meses e incluiu ensaios detalhados.

Tropas de elite dos EUA, incluindo a Delta Force, criaram uma réplica do esconderijo de Maduro e treinaram a entrada na residência fortificada.

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A CIA mantinha uma equipe em solo desde agosto, fornecendo informações sobre a rotina de Maduro, o que facilitou a captura, segundo uma fonte.

Outras duas fontes disseram à Reuters que a agência também contava com um informante próximo a Maduro, pronto para indicar sua localização exata durante a operação.

Com tudo pronto, Trump aprovou a missão quatro dias antes, mas militares e agentes de inteligência sugeriram aguardar melhores condições climáticas.

Nas primeiras horas de sábado, começou a Operação Absolute Resolve para capturar Maduro. Trump acompanhou a ação ao vivo, cercado por assessores em seu clube Mar-a-Lago, na Flórida.

A condução da operação, que durou horas, foi detalhada por quatro fontes e pelo próprio Trump.

Trump e Maduro — Foto: AP Photo/Evan Vucci; Reuters/Leonardo Fernandez

Trump e Maduro — Foto: AP Photo/Evan Vucci; Reuters/Leonardo Fernandez

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