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EUA interceptam e apreendem navio petroleiro na costa da Venezuela

Imagem mostra o presidente dos EUA, Donald Trump (E), em Washington, DC, em 9 de julho de 2025, e o presidente venezuelano, Nicolás Maduro (D), em Caracas, em 31 de julho de 2024. — Foto: AFP/Jim Watson

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Presidente Donald Trump confirmou o episódio durante evento na Casa Branca, sem confirmar qual a embarcação envolvida. Mercados reagiram ao episódio com alta dos preços do petróleo.

 

Forças militares dos EUA interceptaram e apreenderam um navio petroleiro perto da costa da Venezuela nesta quarta-feira (10). O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o episódio durante um evento com empresários na Casa Branca.

Não há confirmação do nome do petroleiro, a bandeira que ele ostentava ou o local exato da interceptação. Segundo Trump, a interceptação aconteceu “por uma boa razão”.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em um evento nesta quarta nas ruas de Caracas, criticou o “intervencionismo” dos EUA na região, sem citar o petroleiro.

“Da Venezuela, pedimos e exigimos o fim do intervencionismo ilegal e brutal dos Estados Unidos, basta de políticas de mudança de regime, golpes de Estado e invasões no mundo”, disse Maduro.

 

“Basta de Vietnã. Basta de Somália. ‘No more’ Afeganistão. ‘No more’ Iraque. Basta de guerras eternas e imperialistas”, discursou.

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O episódio ocorre em meio a um enorme reforço militar dos EUA na região do Caribe, incluindo um porta-aviões, caças e dezenas de milhares de soldados. Washington afirma que a manobra faz parte de um combate ao tráfico de drogas, mas o governo da Venezuela afirma que o objetivo final seria a derrubada de Maduro e do regime chavista.

Imagem mostra o presidente dos EUA, Donald Trump (E), em Washington, DC, em 9 de julho de 2025, e o presidente venezuelano, Nicolás Maduro (D), em Caracas, em 31 de julho de 2024. — Foto: AFP/Jim Watson

Imagem mostra o presidente dos EUA, Donald Trump (E), em Washington, DC, em 9 de julho de 2025, e o presidente venezuelano, Nicolás Maduro (D), em Caracas, em 31 de julho de 2024. — Foto: AFP/Jim Watson

A notícia fez o preço do petróleo subir, após iniciar o dia em baixa.

A Venezuela, um dos membros fundadores da Opep, exportou mais de 900 mil barris de petróleo por dia no mês passado, a terceira maior média mensal do ano até o momento, devido ao aumento das importações de nafta (um dos subprodutos do petróleo) pela estatal PDVSA para diluir sua produção de petróleo cru.

Mesmo com a crescente pressão sobre o presidente venezuelano Nicolás Maduro, Washington não havia interferido no fluxo de petróleo do país.

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Trump levantou repetidamente a possibilidade de uma intervenção militar dos EUA na Venezuela.

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